• Thais Rodella

Corpo em movimento- NECESSIDADE FUNDAMENTAL

O desânimo tomou conta de muitos de nós por conta do contexto pandêmico que estamos há tantos meses. Todas as restrições, as incertezas, as ausências, a saudade e tantos outros detalhes impossibilitaram os ativos de seguir com suas rotinas de treinos e atividades, e inevitavelmente os sedentários (cerca de 47% da população Brasileira não se exercita o suficiente*) sequer pensaram nesse aspecto.

No entanto, é inegável que a ansiedade foi- ou ainda é- uma grande vilã de boa parte das pessoas. E entre diferentes alternativas, é de conhecimento científico e social que colocar o corpo em movimento está entre uma das melhores coisas que você pode fazer pela sua saúde mental.

Até porque o velho conceito de que as atividades físicas contemplam apenas questões relacionadas a saúde física ou simplesmente estética, não existe ou simplesmente precisa ser barrado. Isso vem de muito tempo atrás, de quando a gente separava saúde física de saúde mental. Hoje nós sabemos que de fato essas duas coisas são absolutamente indissociáveis, não dá para ter uma coisa sem ter a outra.

As incertezas causadas pela pandemia podem gerar consequências como a depressão, por exemplo. Neste momento as atividades físicas podem ser grandes aliadas em quadros de doenças emocionais, porque não são indicadas apenas para distrair os pacientes, elas liberam hormônios como endorfina, dopamina e serotonina, conhecidos como hormônios da felicidade. Outro benefício, apresentado por pesquisas, são o desenvolvimento de novos neurônios no sistema nervoso do cérebro ligado a memória, aprendizagem e gerência de emoções.

Nesse sentido, manter a prática de atividade física ajudará no retorno das atividades de vida diária, após o período crítico de disseminação do novo Coronavírus. E as vantagens valem para crianças, adultos e idosos. Até porque depois de todos os meses começamos a “colher” as consequências dessa falta de movimento, restrição do Sol e sedentarismo: dores generalizadas, desvios posturais, crises emocionais, indicadores hormonais alterados, sobrepeso etc.

Assim, agora mais do que nunca, o importante é a regularidade, não a intensidade. E claro, procure ajuda e orientação adequada de um profissional de Educação física que atenda suas reais necessidades, que esteja atento aos novos protocolos de higiene e cuidados contra a covid-19 e que seja capacitado para seus objetivos e faixa etária.

*A inatividade, ou a ociosidade, é maior nas mulheres — 53,3% contra 40,4% de homens sedentários.

Segundo a coautora do estudo, Melody Ding, da Universidade de Sydney, na Austrália, “mulheres enfrentam mais barreiras sociais e culturais para participar de atividades físicas, particularmente nas horas de lazer”. (Assunto para um próximo texto...)


** Mesmo com o crescimento do número de academias e espaços para treinamentos diversos, a taxa de inatividade aumentou mais de 15% desde 2002. A meta da OMS é que esta taxa se reduza em 10% até 2025.

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