• Thais Rodella

Qualidade de vida e bem estar subjetivo

"O mundo vai girando cada vez mais veloz. A gente espera do mundo e o mundo espera de nós. Um pouco mais de paciência"

O atual conceito de saúde tem seu foco para ações de promoção, prevenção e proteção da saúde, com destaque para intervenções que também visem à qualidade de vida e o bem-estar dos indivíduos. A promoção da saúde está embasada na aceitação da premissa de que os nossos comportamentos têm impacto sobre a saúde e que mudanças adequadas podem favorecê-la, o que reforça a responsabilidade dos indivíduos e das comunidades.

Portanto, na atualidade a saúde é compreendida como consequência de uma complexa interação entre fatores sociais, ambientais, biológicos e psicológicos, ou seja, a saúde pode ser vista através do modelo biopsicossocial, em que diversos fatores interagem entre si e determinam o processo de saúde e doença.

“A percepção do indivíduo sobre a sua posição na vida, no contexto da cultura e dos sistemas de valores nos quais ele vive, e em relação a seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”, esse conceito definido pela OMS é um dos mais utilizados para o entendimento do termo qualidade de vida, por englobar vários aspectos relacionados à qualidade de vida.

O bem-estar subjetivo é considerado um conceito complexo que compreende uma dimensão cognitiva e uma afetiva, pode ser considerado como uma medida que inclui a presença de emoções positivas, com ausência de emoções negativas e a presença de sentimentos de satisfação com a vida.

Durante algumas décadas, tinha-se a ideia do quanto maior o crescimento econômico de uma nação em desenvolvimento, maior bem-estar experimentariam seus habitantes. No entanto, de acordo com alguns referenciais acadêmicos, a concentração de renda em poder dos mais ricos, proporcionou o estabelecimento de um estado de desigualdade e injustiça tão intenso, que muitas pessoas, mais freqüente e intensamente, passaram a experimentar formas de depressão, desamparo, desesperança e alienação, além de outras tantas passarem a cultuar o materialismo exagerado, o imediatismo e a ganância, algumas centradas na inveja e no ciúme.

Avaliando intensamente esse cenário, o pesquisador chamado Allardt, em 1973, foi quem ofereceu um enfoque psico-sócio- demográfico para a caracterização de qualidade de vida, apoiado na escolha de valores relacionados ao conceito de bem-estar. Tais como recursos que a pessoa tem para satisfazer suas necessidades primárias, conteúdos afetivos (amor, relacionamentos saudáveis…), sociais e interpessoais, auto estima, realizações pessoais e profissionais e desenvolvimento do self.

Então, para refletir: Bem-estar no sentido fisiológico: perfeita saúde; Bem-estar no sentido social: realização pessoal, afetiva e de propósitos.

E agora me diz, qual a sua nota para sua qualidade de vida? Conseguiu avaliar seu estado subjetivo de bem estar?

Hoje pode ser uma oportunidade de melhorar esse cenário ou para garantir que ele permaneça em ascensão. Todo dia é dia!

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